sábado, 13 de agosto de 2011

Turismo "Luso" ou um passeio pela baixa de Lisboa

Já uma vez escrevi sobre o nosso “jeito” para o turismo, a propósito dos barcos que em Vila Nova de Gaia se interpõem entre o turista que utiliza o Cais de Gaia e a paisagem classificada pela UNESCO do outro lado do rio. Os barcos, os autocarros, as carrinhas…
Pois o nosso “jeito” para o turismo está por todo o lado. Vejam lá quem hoje, em Lisboa – a cidade que eu julgava ter um presidente de Câmara “inimigo” do automóvel e muito progressista nessa matéria – pude constatar com os meus próprios olhos que também a capital do país, tem um “jeitaço” para tratar bem quem a visita.
Quando tomava uma “imperial” na esplanada da Praça da Figueira da Pastelaria Suíça, reparei que com dificuldade poderia ver ou fotografar o Castelo de São Jorge. Na verdade, a Praça da Figueira é um ponto de encontro de turistas, mas apenas porque ali se apeiam e se “montam” em autocarros de dois andares para visitarem a cidade. As máquinas, por ali circulam, param, permanecem de motores ligados durante meias-horas. Além desses autocarros de turistas, ainda passam autocarros normais, carros ligeiros, carrinhas que fazem cargas e descargas às quatro da tarde e assim evitam que a Praça da Figueira seja um sítio tolerável, quanto mais aprazível.
Portugal é assim. Tem lugares magníficos, obras fantásticas. Tem sol e tem até presidentes de Câmara cheios de discursos contra os carros nas cidades, contra os carros sem catalizadores e contra os “velhos do Restelo” que nada os deixam fazer. Mas esquecem-se que turismo não é colecionar “camones” aos magotes e enfiá-los em autocarros para lhes mostrar uma cidade que, depois, não lhe podem mostrar. Pelo menos a Praça da Figueira não lha podem mostrar, apesar de ser lá que os enfiam nos autocarros.
Saí, desiludido com a quase certeza de que o paradigma do turismo em Portugal, como fonte de “desenrascanso” da crise, já está perdido. A certeza veio minutos depois, quando contornei o quarteirão e deparei, em pleno Rossio, com uma interminável fila de parolos que queriam entrar num monte de plásticos insuflados patrocinados por um supermercado. Era o “festival de não sei o quê”. Pensei: "que cidade tão linda e que estúpidos somos ao tratar desta forma o nosso património e os nossos valores".
Já em plena Rua Augusta – a rua que sempre almejávamos no Monopólio – ainda pude fotografar esta montra, que sobrava de uma tarde em Lisboa, com muita vontade de me por a andar dali para fora e ver-me livre deste turismo “luso” que não conseguimos evitar.

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terça-feira, 5 de julho de 2011

o caso dos meninos e meninas que copiaram e safaram a vidinha.



Desistam do . Passem~se já para o . O copianço é mais livre e quando apanhados sobem as notas.  Porque  A batota em portugal quando toca a gente rica sempre pagou muito bem.


CENTRO DE ESTUDOS JUDICIÁRIOS

Alunos do copianço já repetiram teste e passaram todos

por Dn.pt/Lusa

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Revelação de um e-mail com ano e meio

Caros amigos. Em Setembro de 2009, na antevéspera das eleições legislativas, enviei um e-mail aos meus amigos e familiares. Pedia-lhes que votassem no PSD. Não por qualquer razão de filiação ou “clubite”, mas porque essa seria a única forma de evitar que José Sócrates voltasse a ganhar as eleições. Chamei a atenção para o facto de Manuela Ferreira Leite não ser uma simpatia, mas estar a falar a verdade. Baseando-me nos escritos de Medina Carreira e naquilo que tinha ouvido a mais dois ou três economistas (alguns da área socialista) vaticinava que a cultura despesista e irresponsável de Sócrates poderia colocar em causa o futuro dos nossos filhos. Nesse e-mail falei de endividamento, TGV, Auto-Estradas e Aeroportos e falei de défice. Alguns dos meus amigos e familiares ainda guardam esse e-mail outros nem se lembram. A minha razão, ano e meio depois, não me traz felicidade. Pelo contrário. Eu não adivinhei nem fui mais esperto do que ninguém. A minoria que então votou PSD e dessa forma não escolheu Sócrates não adivinhou a desgraça que hoje nos está a acontecer. Simplesmente, essa minoria tinha razão. Mas sabem o que é mais dramático? É que quem ganhou as eleições, também não ganhou por vontade da maioria dos portugueses. Apenas dois milhões votaram em Sócrates nessas eleições. Os outros portugueses, os outros mais de oito milhões de portugueses, não queriam Sócrates no poder. Mas perderam. Oito milhões que não queriam deliberadamente Sócrates foram vencidos por dois milhões que não viram ou não quiseram ver a realidade. Desses oito milhões, alguns (poucos) votaram no PSD, outros votaram em pequenos partidos como o CDS, uns tantos votaram em branco, mais alguns nulo e outros ainda em partidos ainda mais pequenos. Mas houve ainda uma grande maioria de quatro milhões que não queria Sócrates e ajudou a elege-lo. Foram os que não votaram. Oito milhões de insatisfeitos (entre os quais quatro milhões de desiludidos com a política a ponto de não votarem) foram derrotados por apenas dois milhões. Um quinto dos portugueses decidiu que Sócrates nos governaria por mais ano e meio, até cair de podre, com o país falido. Não sei quantos dos meus amigos e familiares convenci. Um número insuficiente, certamente. Não sei quantos dos que não votaram, optaram por votar útil no PSD. Mas sei que quatro deles não puderam votar: os meus quatro filhos menores e serão eles, por ventura, os que mais vão sofrer as consequências da brutal dívida contraída entretanto por Sócrates, em nome do populismo e da desgovernação. Sexta-feira, eu vou voltar a enviar um e-mail na antevéspera de umas eleições. O meu e-mail deste ano não vai ser, contudo, exatamente igual ao do ano passado. Desta vez, além do “copy-paste” de 2009, acrescentarei um pormenor: se nessa altura uma parte dos que votaram CDS (contra Sócrates) tivesse concentrado votos no PSD, votando útil, hoje o país não estaria na bancarrota e os meus quatro filhos continuariam a ter abono de família e um futuro um pouco menos preocupante. Sim, o Primeiro-Ministro não usaria fatos de 2.000 euros, usaria um saia-casaco a cheirar a naftalina, mas eu não me envergonharia perante os meus filhos do país que lhes estou a deixar.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não, senhor Sócrates, NÃO!

Sócrates tem um problema de palavra. Agora, ao contrário do que tinha sido assumido, desatou a colocar outdoors pelo país. Parece não haver dinheiro nos cofres do Estado, mas não restam dúvidas de que existe noutros cofres, pronto a ser gasto em situação de desespero ou apenas "porque sim". Mas o mais preocupante deste cartaz de campanha do engenheiro não é outra coisa senão o seu conteúdo. Mensagem? Nenhuma. Sócrates não tem soluções, apenas um apelo: o apelo ao SIM! É que esta espécie de Primeiro-Ministro que temos tido nem sequer percebe que a questão que se coloca ao país não é plebescitária, mas sim eleitoral. Nestas eleições procuram-se soluções para o país e essas, de uma forma assumida, corajosa e pragmática, apenas um partido as apresentou e não foi o PS. Por isso, senhor Sócrates, a resposta ao seu cartaz que hoje incomodou, no Porto, a minha manhã, não é um "NÃO"! A resposta é PSD.


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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Governo não quer Villas Boas no FCP nem Guardiola no Barcelona

Paulo Campos, o secretário de estado que há uns dias ajudou o Governo a renegociar com os concessionários das SCUT oferecendo-lhes mais 10 mil milhões de euros (!!!) passou ao ataque na campanha eleitoral. O senhor “PPP”, como também poderíamos chamar a este secretário de estado, criticou o PSD por querer “entregar tudo aos privados”. Mas a parte mais hilariante – embora igualmente fantasiosa – foi a comparação. Segundo o Diário de Notícias, disse Paulo Campos: "Nenhum presidente de clube de futebol escolherá um treinador se não for experimentado e não tenha resultados". Evidentemente, além de não ter nenhuma noção do mal que andou a fazer a Portugal e às gerações futuras, este socialista, apoiante de Sócrates, é altamente distraído e certamente não sabe o que é o Futebol Clube do Porto ou o Barcelona e nunca terá ouvido falar em André Viilas Boas ou em Guardiola.

sábado, 21 de maio de 2011

O emplastro apaixonado

O amor é muito mais consciente do que a paixão. O amor é estabilidade, compromisso e é recíproco. A paixão não tem razão, é perigosa e muitas vezes unilateral. Sobretudo, a paixão não tem razão. Nos últimos tempos tenho procurado tentar perceber por que razão José Sócrates continua a atrair um número anormal de portugueses. Se não existe uma única razão que o defenda, se a relação com os portugueses é unívoca e apenas estes lhe dão não recebendo nada em troca, que motivos que mantêm acesa a chama que os liga ao engenheiro? A minha procura terminou esta noite. Enquanto Sócrates falava em direto no Telejornal da RTP durante longos minutos, atrás de si mirava-o um rosto deslumbrado de um dos seus mais fervorosos emplastros. Com o que dizia o candidato? Com a sageza com que despejava uma cassete gasta? Não, não era a razão nem sequer o amor socialista que unia aquelas duas almas. Não tendo razão, não havendo motivos para tanto deslumbramento e felicidade extrema, não havendo alimento tangível para que aquela inabalável e inalterável expressão seduzida, só poderia ser paixão. Cega, inconsciente, incoerente e irracional. Como sempre é a paixão, destrutiva. Mas paixão.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Comunicado do FMI prova que Sócrates não sabe o que diz quando fala da TSU

Press-Release do FMI confirmando que Sócrates assegurou ao FMI que baixaria a Taxa Social Única. Sócrates assinou acordo com o qual não concorda e não sabia que o tinha assinado. A questão é se podemos continuar a ser governados por alguém que nem nas Novas Oportunidades conseguiria certificar a sua própria ignorância.